REVISTA LIVROS & LEITURAS

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quinta-feira, 9 de abril de 2020

O Sofrimento de Deus


«Neste terceiro milénio, como as irmãs de Lázaro (cf. JO 11,21; cf. JO 11,32), corremos perplexos pelos caminhos da história diante do fenómeno do sofrimento. Este complexo e exigente problema recoloca, no centro do debate teológico, a reflexão acerca do sofrimento de Deus. 

Se o advento de Deus no evento do ser humano dá-se e diz-se na história, que a partir daí é história comum do ser humano e de Deus, qual o sentido do sofrimento dos inocentes que são expostos a essa experiência, desde o primeiro momento? 

Mediante acutilantes inquietações, propomos uma análise sistemática que se inicia com um estudo sumário de uma perícope fundante (JO 11,33-37), e continua com uma reflexão acerca da plausibilidade da afirmação do sofrimento de Deus e seguindo atentamente o pensamento do teólogo francês François Varillon.»

terça-feira, 7 de abril de 2020

Sem Nunca Chegar ao Cimo


Se ler é viajar sem sair do lugar, o que se poderá dizer quando nos confrontamos com o género literatura de viagem? Mais: o que poderemos dizer quando estamos perante um autor viajante? 

Paolo Cognetti, pai de As Oito Montanhas, está de regresso para nos proporcionar uma viagem aos Himalaias. Sem Nunca Chegar ao Cimo, livro publicado em Portugal pela D. Quixote, permites uma interessante viagem, muito bem descrita, como se estivéssemos no lugar. 

O que procuramos quando embarcamos numa viagem? Talvez exista um destino ou um cume que ninguém tenha alcançado, ou talvez a razão de viajarmos seja a própria viagem. 

Este diário de viagem, muito bem escalado em termos temporais e espaciais, é a história profunda, terna e estimulante do confronto com os nossos limites físicos, da erosão de muitas certezas antigas, da beleza das pequenas coisas e de como podemos encontrar o equilíbrio interior. 

Paolo Cognetti conta-nos esta experiência inesquecível, em que o poder da amizade, a magnificência da natureza, a diversidade dos lugares que descobriu e das pessoas que conheceu, os altos e baixos dos trilhos percorridos e as diferenças de altitude são como uma viagem da mente, do corpo e do espírito.

domingo, 5 de abril de 2020

Cláudio Manuel: "Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias"



Cláudio Manuel nasceu em Évora. Tem 58 anos e é trabalhador independente. Intitula-se autodidata na escrita.

Publicações e Participações:
Livro editado pela Chiado Editora em 2015 “Memórias, Recordações e Poesias”

Livro editado pela Pastelaria Studios em 2016 “O Desafio POESIA REUNIDA 200 sentires”

Diversas participações em Colectâneas e Antologias Poéticas:

Brevemente a editar pelo Autor Publica em 2020 “Destinos Cruzados”

Como e quando começou a interessar-se por literatura?
- Tudo começou por volta dos doze anos e o principal culpado foi o meu irmão Zeca, que infelizmente já não está entre nós. Ficava curioso, quando o via a devorar aqueles livrinhos de bolso, livros que ele alugava na tabacaria “Angola”, tabacaria que ainda hoje existe...

O que despoletou o seu interesse pela literatura?
- Confesso que não foram os livros que li na escola, nos anos em que por lá andei…. Aquilo era tudo muito metódico e eu gostava mais da escrita solta e rebelde, coisa que encontrava nos livros policiais ou nos livros de aventuras…

Como nasceu a paixão pela escrita?
- Ainda hoje estou dividido entre a letra de uma canção e umas cartas de amor, escritas para uma namorada que fora passar as férias” grandes” a Figueira de Castelo Rodrigo…. É que, para alem dela, houve também outras pessoas que tiveram oportunidade de as ler e acharam-nas maravilhosas. Durante aqueles três meses, devo ter escrito duas dúzias de cartas, no entanto, também pode ter sido, quando por volta dos anos 80, resolvi escrever umas quadras sobre o Pastor Alentejano… Sei que algum tempo depois, acabei por mostrar o que tinha escrito a uns amigos que entretanto formavam uma Banda de Rock, chamada “T3” … Era tudo gente do bairro da Malagueira. Bairro que, emergia naquela altura, arquitectado pelo famoso arq. Siza Vieira e mandado construir pelas então, Cooperativas de Habitação. Para meu espanto, musicaram aquela letra e a coisa ficou bonita e durante algum tempo, cantou-se o pastor até que a coisa voltou a arrefecer…

O que mais o atrai quando escreve?
- O que mais me atrai quando escrevo, são as emoções. É o que tento passar a quem se predispõe a ler, sejam elas escritas em narrativas, em versos, em frases soltas, em prosas ou em textos livres…. Tenho por hábito, deixar nas entrelinhas qualquer coisa de mim.

Por que motivo resolveu escrever livros?
- Pura e simplesmente para deixar em papel, coisas que não mais quero perder, nem amarrotar ou jogar fora…. Passei a gostar de as ver organizadas na minha própria prateleira.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?
- Um livro que está para sair em breve e que se chama Destinos Cruzados. Acho que o último livro, passará sempre para primeiro plano.

Em que é que se inspira para escrever um livro?
- Não tenho qualquer coisa especifica e tento ser o mais versátil possível. Se conto uma história ou escrevo um romance, dou-lhe o que os intervenientes forem pedindo… Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias…

Em que momentos do dia escreve habitualmente?
- Nunca tive hora certa para escrever, mas geralmente acabo por fazê-lo, quando me sento no meu canto sossegadinho e me agarro ao teclado do computador. Raramente já escrevo em papel…

O que desencadeia a escrita em si?
- Essencialmente as vivencias que fui tendo ao longo da minha vida. Tanto sou capaz de escrever as memorias e as recordações do passado, como as coisas que me apoquentam no presente… Não sou é apologista de escrever sobre o futuro…

Quais são as suas referências literárias?
- Nunca quis ter referências. Não por egoísmo, mas sim para não me deixar influenciar. No entanto gosto de ler trechos e cronicas destes três senhores: António Lobo Antunes, Mário Zambujal e José Cardoso Pires…

Como vê o mundo atual da literatura em Portugal?

- Mal! Enquanto houver gente a pagar a outros para que lhe escrevam livros e depois venham para a praça publica dar entrevistas na radio ou na Tv, dizendo que são deles, não vamos a lado nenhum… E há por aí alguns bons “maus” exemplos!

Para quando um novo projeto editorial?
- Para breve, está mesmo quase a sair o meu novo livro “Destinos Cruzados”. Graças à ajuda do Autor Publica, um grupo sem fins lucrativos, de três bons amigos, três excelentes pessoas que nasceram para ajudar quem gosta de escrever e deseja ver as suas coisas em papel…

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?
- Óptimo, é de louvar. É sempre bom que apareça alguém com o intuito de ajudar novos rostos que gostem de escrevinhar, assim como é o meu caso.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Loucura


Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português.

“Loucura? — Mas afinal o que vem a ser a loucura?… Um enigma… Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos…”

Um dos livros mais enigmáticos e poderosos! Mário de Sá Carneiro puro e verdadeiro, um texto que se é uma obra prima do modernismo. O que separa a Loucura da Genialidade, a Criação da Alucinação...? Um livro que nos toca profundamente através da construção de um universo artístico fascinante, contado por quem vê de fora.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

25 de Abril, Corte e Costura


“A escrita de João Cerqueira é altamente recomendável para quem gosta de histórias alternativas. A não perder!” A frase é de Reader´s Favorite. 

O romancista premiado e traduzido em várias línguas está de regresso com mais uma obra que nos prende do princípio ao fim. 

Celebram-se os 40 anos da revolução. A Direita propõe uma tourada, a Esquerda um desfile gay. 

Entretanto, chegam à cidade um antigo inspetor da PIDE decidido a acabar com a festa, um toureiro espanhol que sonha com a União Ibérica, um guru tarado sexual e as Brigadas Indignadas com a missão de fazer explodir uma bomba.

domingo, 24 de novembro de 2019

O Homem que acusou Deus


Esta história relata o dia-a-dia conturbado de um advogado. Ricardo Medeiros não é um 
advogado qualquer. Ele é o melhor advogado criminal do país, solicitado pela elite política, temido por advogados e magistrados. Todos, sem exceção, o temem. A sua fama não tem limites, tal como o seu mau feitio e preconceitos contra a Igreja. 

Casado com uma médica católica e tendo como sócio um supranumerário do Opus Dei, vive o drama diário de confrontações familiares e profissionais em torno da religião. O seu casamento está por um fio e o ambiente no escritório insuportável. Sem o querer, as suas circunstâncias pessoais e profissionais vão levá-lo para dentro dos muros secretos do Opus Dei. Conseguirá Ricardo Medeiros, o mais temido dos causídicos, manter-se afastado da teia que o rodeia?

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O Inquietante Mistério


Os escritos encontrados neste livro são expressões do amor pastoral do Pe. Paulo Borges Vaz, da diocese de Mindelo, Cabo Verde, ao povo, a Cristo, a Maria e à Igreja.

Os textos ilustram as várias etapas da produção teológica e pastoral do presbítero, preparados para conferências, retiros e pregações.

Possuem o cheiro de ovelha de um pároco, a experiência de alma de um pregador e o zelo apostólico de um homem de Deus.

O fio condutor da leitura é sempre o inquietante mistério que nos foi revelado: o Filho de Deus encarnado e manifestado na história para a libertação plena e definitiva da pessoa humana.

sábado, 16 de novembro de 2019

Jaime Bunda e a Morte de um Africano


"Então não havia o Afeganistão, a Somália, o Irão ou a Colômbia, países ideais para um americano morrer de morte matada, sem levantar muitas comoções nem pasmos, pois eram territórios já habituados a serem tratados de promotores e antros de horripilantes anti americanismos?” 

Depois de Jaime Bunda, Agente Secreto, o James Bond angolano regressa para nos deleitar com as suas proezas detetivescas. Um romance policial satírico em que Pepetela, com o humor e a ironia a que já nos habituou, nos oferece um retrato da sociedade do seu país. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Álvaro Cunhal, Retrato Pessoal e Íntimo



Afinal de contas, quem foi o homem por detrás do mito? Foi a esta pergunta que se propôs responder Adelino Cunha. 

Álvaro Cunhal, Retrato Pessoal e Íntimo é uma obra extensa, com quase 650 páginas, sobre a vida e obra do homem que marcou várias gerações de seguidores em Portugal e no mundo. 

Foi pela mão da editora Desassossego, chancela da Saída de Emergência, que o jornalista e autor da obra chegou a nós em outubro deste ano. 

Começa por lembrar que Álvaro Cunhal nasceu em 1913 no seio de uma família burguesa, mas acabou por aderir ao Partido Comunista Português ainda na juventude e cedo se destacou entre os jovens revolucionários formados por Bento Gonçalves. 

Como foram as suas relações familiares neste período? O que representou para os pais a sua conversão ao comunismo? Como chegou ao PCP e como se relacionou com os adversários políticos? Para cada pergunta, e são muitas, há sempre uma resposta muito bem fundamentada.

O mergulho na clandestinidade e a disciplina de ferro que demonstrou nas torturas que sofreu depois de regressar da Guerra Civil de Espanha marcaram a sua aura revolucionária. Nada parece ter sido esquecido. 

Originalmente publicada em 2010 e incluída no Plano Nacional de Leitura, a reedição desta biografia, revista e aumentada, apresenta uma perspetiva intimista e única de Álvaro Cunhal. 

Muito interessante este livro!

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Oração do Papa Francisco


Este livro traz uma coletânea de orações que o Papa Francisco compôs nas mais diversas visitas e com várias intenções.

«Jesus, na oração, não quer apagar o humano, não o quer anestesiar. Não quer que moderemos as perguntas nem os pedidos, aprendendo a suportar tudo. Pelo contrário, quer que cada sofrimento, qualquer preocupação, se projete rumo ao céu e se torne diálogo.»

Papa Francisco,12 de dezembro de 2018

sábado, 9 de novembro de 2019

O Lobo e o Cordeiro


“Eu vou tentar ser o mais verdadeiro possível. O que posso dizer é que durante toda a minha vida procurei o isolamento. Sempre preferi o silêncio, o anonimato. Me agrada muito a ideia de ser um desconhecido. 

Pode parecer estranho, mas quando eu morrer não quero ser lembrado. É como um castigo, ser totalmente esquecido depois de morto. Procuro esse castigo, o esquecimento, como se eu nunca tivesse existido na face da Terra”.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Portugal, convoco-te para a missão!


Este livro é um convite a «reavivar o dom de Deus»(Tm 1,6) em cada filho e filha da Igreja. Os textos apontam para uma tomada de consciência «de uma Igreja em saída» e do «dinamismo missionário que crescerá tanto mais no interior das nossas Igrejas diocesanas quanto se reforçar no exterior e vice-versa. 

O que importa é que todos assumam a sua condição de batizados. Porque inerente a ela está a dimensão de evangelizador. É esta tomada de consciência que confio à proteção materna de Nossa Senhora, “estrela da nova evangelização”».

sábado, 2 de novembro de 2019

Hotel Melancólico


Cansado de a ver desocupada, o tio da narradora arranja-lhe um emprego num banco para trabalhar com uma avaliadora de obras de arte. E, contra todas as expectativas, o ofício torna-se absolutamente fascinante, não só pelas incríveis descobertas que faz sobre falsificações, mas sobretudo pelas histórias secretas que a chefe acaba por lhe contar, uma das quais é a do Hotel Melancólico, onde viviam artistas que copiavam quadros para ganhar a vida e por onde passou a misteriosa Negra, figura central deste romance, que falsificava sobretudo a obra de Mariette Lydis, a pintora a quem a alta-sociedade de Buenos Aires encomendava os retratos.

Um belo dia, porém, a chefe estranhamente não aparece para trabalhar e o mais certo é que lhe tenha acontecido algo de grave; mas, se assim for, como será possível continuar a viver sem saber o fim de todas aquelas histórias que ficaram a meio?

Depois do internacionalmente aplaudido O Nervo Ótico, este Hotel Melancólico é, de novo, um romance sobre a relação turbulenta entre a arte e a vida, mas também sobre o engano e a manipulação, sobre a realidade e a ficção, sobre o vivido e o contado; uma narração sinuosa, enigmática e envolvente em que as personagens reais parecem de ficção e o contrário também é verdade.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

40 anos do SNS


Nada melhor do que enunciar o que escreveu a autora para melhor perceber esta obra que nos faz o retrato do sistema nacional de saúde em Portugal:
“Quando, no ano passado, por total coincidência, fui convidada a escrever um livro a assinalar os 40 anos do SNS, a primeira coisa que fiz foi telefonar a António Arnaut e contar-lhe do projeto: até aos seus últimos dias, pude contar com o seu apoio e entusiasmo”. 

Maria Elisa Domingues adianta ainda que procurou “registar aquelas que foram as grandes conquistas do SNS, graças às quais passamos de um país atrasado, com maus indicadores de saúde, para um dos mais bem colocados, a nível europeu. Críticas, ouvi muitas, e não deixei de assinalar as que me pareceram mais pertinentes: tentei também que, neste livro, se ouvissem as vozes e o sentir dos trabalhadores da saúde e dos doentes.”

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Os Conspiradores


“É um thriller de cinco estrelas”, garante Le Monde. “Uma sedutora combinação de ação ao estilo de Tarantino e Bizarra crítica social” diz o Sunday Times. “Sombrio e inteligente”, acrescenta o The News York Post. 

Os Conspiradores deram a conhecer ao Ocidente o premiado autor coreano Un-su Kim, que deixou a crítica tão rendida como desconcertada. Surgiram as comparações, falou-se muito em Camus, em Murakami e até em Don DeLillo. Mas se nas referências literárias não foi encontrado um denominador comum, sempre que se frisava o fulgor cinematográfico da obra, o nome evocado era o mesmo: Quentin Tarantino. Algures entre esses dois polos – um existencialismo mudo a par de uma exuberante coreografia da violência –, desenha-se um romance notável, que nos prende à leitura e nos leva para além dela.

sábado, 26 de outubro de 2019

O Diabo Foi Meu Padeiro


45 anos depois do fecho do Campo de Concentração do Tarrafal, toda a sua história num grande romance da lusofonia. António Lobo Antunes é perentório. Diz que este livro “é bom como o pão.” 

Toda a gente já ouviu falar do Tarrafal. Foi criada em Cabo verde por Salazar para silenciar os opositores do regime. A maior parte era prisioneiros políticos. Começaram a ser levados para lá em 1936. 

Nos 45 anos do encerramento do campo de concentração, Mário Lúcio Sousa, nascido no Tarrafal, toma a voz de vários prisioneiros chamados Pedro e chegados em diferentes vagas de Portugal, da Guiné, de Angola e até de Cabo Verde.

E, ao relatar a história desta prisão terrível e de quem a foi dirigindo ao longo dos anos, o presente romance homenageia simultaneamente os que ali perderam a vida e os que sobreviveram ao horror e ainda os vários modos de falar uma língua que foi, tantas vezes, a que os tramou e a que os viria a salvar.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

A Barca de Paulo


Como é sabido, nos anos do pontificado de Paulo VI, a barca da Igreja teve de navegar contra ventos e no alto-mar agitado por contrastes, contestações, oposições, inimizades, perseguições.
Paulo VI foi contestado por minorias, entre si contrapostas: uma constituída pelos progressistas exagerados, e a outra pelos tradicionalistas, desde sempre seus opositores.
Paulo VI amou profundamente a Igreja. Sentia-se lacerado, tentado, débil, incerto.
Por isso, preparara em tempos não suspeitos a sua renúncia, em caso de doença incapacitante.

E, todavia, quis permanecer até ao fim ao leme da Igreja, convencido de que «a Igreja é de Cristo [...] Ele próprio a ama [...] é Ele quem opera, é Ele quem sustenta a sua economia, o seu plano [...]»; a barca não lhe pertencia, porque era de Cristo, «sendo claro que era Ele e não outros quem a guiava e salvava».
O Senhor não abandona a sua Igreja, mesmo que às vezes a barca esteja quase a naufragar.

O caminho da Igreja, de cada comunidade cristã, de cada um de nós, conhece e conhecerá contrariedades, horas de temor, sofrimento e fadiga. Mas Paulo VI encoraja-nos a não ter medo. Cristo, que por vezes pode parecer ausente ou a dormir na popa, está presente mais do que nunca, e guiará a barca da Igreja até ao porto seguro do Reino de Deus.

Diz o Papa Francisco sobre os textos aqui reunidos: «Li com admiração estas cartas de Paulo VI, que me parecem um humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja, e uma prova ulterior da santidade deste grande Papa.»

terça-feira, 22 de outubro de 2019

As Batalhas do Caia


O escritor Mário Cláudio é de facto um grande prosador. Aqui aproveita um projeto inacabado de Eça de Queirós e dá-lhe uma nova vida. Trata-se de um romance que narra a história de um escritor e as suas adversidades em escrever uma narrativa sobre a invasão espanhola a Portugal. 

A ação desenrola-se durante os últimos anos de vida de Eça de Queirós, e as suas constantes viagens entre França e a Suíça, para fins medicinais.

domingo, 20 de outubro de 2019

Escândalo dos escândalos - a História secreta do Cristianismo


Muito se tem falado da imagem cristã do homem, dos valores cristãos ou mesmo do Ocidente cristão. Esquerda e Direita, mas também o centro político, não ficam indiferentes quando se fala do Cristianismo. Ao mesmo tempo, porém, o público em geral associa o Cristianismo a Cruzadas, caça às bruxas, Inquisição e, mais recentemente, a escândalos sexuais e de poder. Como chegámos a esta situação? 

O que existe realmente de escandaloso na história do Cristianismo, a ponto de quase todas as produções cinematográficas associarem-lhe sempre sexo, sangue e poder? O que nos diz a mais recente pesquisa histórica? O Cristianismo ainda é um adequado fundamento espiritual da Europa ou passou a ser o euro e o mercado interno? Esta obra deve interessar também aos ateus que, como Jürgen Habermas, procuram desesperadamente «salvar as traduções do conceito judaico-cristão da imagem divina de Deus».

Com a colaboração científica de Arnold Angenendt, Manfred Lütz conta a empolgante história do Cristianismo de acordo com as mais recentes descobertas da investigação histórica. Prepare-se para ler muitas páginas surpreendentes. Um livro esclarecedor para quem quer entender as raízes espirituais da Europa, sem preconceitos nem “mitos”, numa experiência educativa única, contada em forma de thriller.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O que és para mim - Palavras sobre a intimidade


Parar é necessário! Na fugacidade do tempo e na necessidade de trabalhar e produzir a todas as horas, encontrar um espaço adequado para Deus e para si é um dom precioso. Descanso e espiritualidade. Pilares que ajudam a continuar os afazeres e nos ajudam a encontrar um equilíbrio para as responsabilidades de cada um. 

O padre Luigi Maria Epicoco convida o leitor a fazer cinco pausas. O “kairós” na vida da pessoa para a oração, leitura da Palavra de Deus e um salto para o interior. Com este livro nas mãos, o leitor será levado a um descanso operante e eficaz.