REVISTA LIVROS & LEITURAS

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

José Rodrigues dos Santos: Sou jornalista quando exerço jornalismo e escritor quando escrevo romances

O escritor português José Rodrigues dos Santos nasceu em 1964, na Beira, uma ex-colónia portuguesa de Moçambique. Apesar de ser muito conhecido como jornalista, o autor revelou-se nos últimos anos como ensaísta e, sobretudo, como romancista. Através da editora Gradiva, tem vendido milhares de livros. Cada uma das suas obras é um sucesso.

Como é que nasceu o gosto pela escrita?

Não sei. Apareceu naturalmente.

O jornalismo abriu portas à escrita de romances e ensaios?

Não foi só o jornalismo. Foi talvez sobretudo a minha actividade académica.

Com todo este sucesso, que se tem traduzido em milhares de livros vendidos, hoje sente-se mais jornalista ou mais escritor?

Sou jornalista quando exerço jornalismo e escritor quando escrevo romances.
 
Porquê?

Porque nós somos o que fazemos.

O seu site oficial (www.joserodriguesdossantos.com) em língua inglesa é uma
janela aberta à internacionalização do autor e das suas obras?

Sim. O site está em inglês para que seja acessível ao público internacional.

Se pudéssemos visitar a sua biblioteca pessoal, seria fácil perceber quais os escritores que mais o influenciaram ou estamos perante um escritor com um
estilo muito pessoal?

Tenho na minha biblioteca escritores de todos os géneros.

Como explica o aparecimento recente de uma geração de jornalistas / escritores?

Pela renovação da escrita e dos autores, um processo perfeitamente natural. Anormal e preocupante seria não aparecerem autores novos, acho eu.

Perante muitas vezes o mundo em convulsões, José Rodrigues dos Santos consegue não perder o sentido de humor. Isso ajuda a escrever livros?

Pelo menos não prejudica.

 “A Ilha das Trevas”, “A Filha do Capitão”, “O Codex 632”, “A Fórmula de Deus”, “O Sétimo Selo”, “A  Vida Num Sopro” ou a “Fúria Divina” - para falar apenas destes - qual foi a obra que lhe deu mais prazer escrever?

Todas.

Nos últimos anos tem escrito uma obra por ano. O que podem esperar os seus leitore?

JRS - Mais um romance, se tudo correr bem.


Nota: Entrevista dada por JRS à Livros & Leituras em 2009.

Que opinião tem da L&L?

É sempre uma excelente ferramenta de divulgação e promoção dos autores que têm sempre muitas dificuldades em se fazerem ouvir, dar a conhecer e promover os seus trabalhos. 

Escritor João Dordio

MemoryBook: Assim Matam os Portugueses

 

Para ajudar a compreender dez dos crimes que chocaram Portugal, surgiu “Assim Matam os Portugueses” de Ricardo Marques, reputado jornalista da imprensa escrita.

Ao depararmo-nos com uma prosa fluida e leitura fácil, torna-se difícil largar este livro. Os capítulos sucedem-se numa interligação coerente. A abordagem do autor permite-nos estabelecer relações entre os vários casos abordados e compreender as inquietudes daqueles que os protagonizaram e investigaram. Indo além do relato jornalístico, o autor explica as próprias técnicas policiais de investigação pericial e a importância do pormenor na descoberta da identidade do criminoso.

Todos recordam o caso do cabo da GNR que matou três jovens raparigas, ou de Maria das Dores, cuja ganância a levou muito além da fama quando planeou a morte do seu marido. Estes e outros, resolvidos ou por resolver, são alvo da reconstrução sem juízos do autor. Para Francisco Moita-Flores, que prefacia esta original obra da Esfera dos Livros, este livro “conduz-nos às entranhas do homicídio”, o crime “mais temido por qualquer cidadão”.

MemoryBook: Fogo Sobre os Media

Francisco Ferrándiz e José Manuel Pureza coordenaram a concretização do livro “Fogo Sobre os Media” que reúne comunicações apresentadas em colóquios internacionais, em 2001 e 2002, sobre a relação entre os meios de comunicação e os conflitos armados.

Organizados em duas partes, “Informação, Conhecimento e Conflitos Armados” e “Ambivalências e Ambiguidades: As Lições da Prática”, os textos selecionados provam a necessidade de aprofundar esta discussão. Jornalistas, académicos, políticos e ativistas estão necessariamente envolvidos neste debate, infelizmente, sem final à vista, entre conhecimento e informação, direito à informação e manipulação, e jornalismo de guerra e jornalismo para a paz.

Mais um contributo da Editora Quarteto para construção da comunidade internacional.


MemoryBook: A Importância da Internet Para Os Jornalistas e Fontes

 

Rui Miguel Gomes, jornalista do jornal “O Jogo” e mestre em Ciências da Comunicação, é o autor desta obra que versa a influência da Internet no nosso quotidiano e, essencialmente, no campo do jornalismo.

As ações, as rotinas e os procedimentos sofreram enormes mudanças com a Internet e surgiram, por isso, numerosas questões. Com esta publicação dos Livros Horizonte, poderemos perceber como isto aconteceu e qual o impacto da rede no relacionamento entre os jornalistas e as fontes de informação.

Este estudo divide-se em três grandes partes: a evolução do termo media, a importância das fontes de informação e o estudo empírico que incidiu em redações de imprensa, rádio e televisão. Num campo que se encontra em constante mutação, este estudo é importante para perceber qual o verdadeiro contributo da internet neste campo.

Aquela Frase: Sou forte

Eu sou mais forte do que eu. 

Clarice Lispector

terça-feira, 18 de maio de 2021

Que opinião tem da L&L?

Tenho de dar os parabéns pelo excelente trabalho que desenvolvem, ainda por cima, sendo um projeto editorial sem fins lucrativos. Da minha parte só posso agradecer o apoio que dão não só ao meu trabalho, mas ao de muitos escritores. Votos de muitos sucessos. 

Escritora Ana Carvalho

Receitas Literárias: Frango assado pela mão do Eça

 

Ingredientes:

1 frango do campo

1 limão

10 dentes de alho

Manteiga

Sal

Pimenta preta 

Preparação:

Deve começar por picar os dentes de alho. Depois de cortar o frango do campo em oito partes, tempere-o de véspera com sumo de um limão, cinco dentes de alho picados, o sal e a pimenta preta.

Lembre-se que deve começar a grelhar o frango na posição mais alta do barbecue. Caso contrário, ele grelhará por fora, mas ficará em sangue no seu interior, principalmente junto aos ossos.

Vá pincelando o frango com molho de manteiga derretida e os restantes dentes de alho picados. O objetivo é que ele não seque muito e que seja melhorado o seu sabor. Nesse molho, poderá ainda colocar coentros muito bem picados. Tudo depende dos gostos. Acompanhe com batatas fritas ou arroz de legumes e salada de alface.

História:

Ilustre Casa de Ramires

Além do "frango com ervilhas" e do “frango doente”, na "Ilustre Casa de Ramires", livro publicado em 1900, ano da morte do escritor, Eça de Queirós põe em evidência o "franguinho assado" por duas vezes nesta sua obra. As referências a este pitéu que, pelos vistos, também aguçavam o apetite do romancista surgem no início deste romance, marcado, uma vez mais, pela crítica quase corrosiva à sociedade e a algumas classes sociais. Recorde-se que Eça faz com A Ilustre Casa de Ramires a sua adesão ao Naturalismo. 

Vai agora um "franguinho assado" pelo Eça de Queirós?

“(...) — Homem, eu ando com o estômago arrasado... E desde ontem à noite uma dor nos rins, ou no fígado, ou no baço, não sei bem, numa dessas entranhas!... Até hoje, para o jantar, só caldo de galinha e galinha cozida... Enfim, vá! Mas, à cautela, recomenda ao Gago que me prepare para mim um franguinho assado... Onde nos encontramos? Na Assembleia?(…)”

“(…) — Hoje não me gasto pela Assembléia. Tenho senhora. Das dez para as dez e meia, no Chafariz... Vai também o Videirinha com a viola. Viva!... Das dez para as dez e meia! Entendido... E franguinho assado para S. Exa., que se queixa do rim! (…)”

Crime do Padre Amaro

"O Crime do Padre Amaro", publicado em 1875, marcou o início do Realismo português e, pelos vistos, não deixou escapar o célebre frango. A palavra surge em três circunstâncias. Eça faz referência à “asita de frango” e ao “peito de frango”. Mais para o final da obra, o autor não se esqueceu do "frango assado" servido ao doutor Gouveia, o médico da cidade:

“(…) A essa hora, na sala de jantar da Ricoça, o doutor Gouveia ceava tranquilamente o frango assado que lhe preparara a Gertrudes, para depois das canseiras do dia. O abade Ferrão, sentado junto da mesa, assistia-lhe à ceia; viera munido dos sacramentos para o caso de haver perigo. (…)”


 

Cinema Literário: 365 Dias


A Netflix continua a surpreender também a nível dos filmes que resultaram de excelentes livros. O "365 Dias" é um dos mais recentes, lançado há pouco mais de um ano. Devido às cenas mais ousadas e sensuais, a película já chegou a ser comparada com "As Cinquenta Sombras de Grey". O filme polaco tem a direção de Barbara Bialowas e Tomasz Mandes. No principais papéis, podemos encontrar Blanka Lipinska, Barbara Bialowas, Tomasz Mandes e Tomasz Klimala. 

Sinopse do filme:

Laura é uma diretora de vendas que embarca em uma viagem à Sicília para salvar seu relacionamento. Lá, ela conhece Massimo, um membro da máfia siciliana, que a sequestra e lhe dá 365 dias para se apaixonar por ele.

Sinopse do livro:

Laura Biel está a passar as suas férias de sonho na Sicília, ao lado do namorado. No segundo dia da viagem, e quando faz 29 anos, é sequestrada. O raptor é nada menos do que o jovem chefe de uma poderosa família da máfia siciliana. Chama-se Don Massimo Torricelli. É carismático e... lindo de morrer. As razões para o rapto, só ele as conhece. Mas do que Laura rapidamente se apercebe, é que ele quer tê-la, custe o que custar. Durante 365 dias, Massimo vai mantê-la presa no seu palácio, numa tentativa de lhe conquistar o coração. E promete-lhe: se até ao último dia ela não se tiver apaixonado, pode sair em liberdade. Mas até lá, ameaça, qualquer tentativa de fuga será violentamente punida. Quase sem dar por isso, Laura deixa-se fascinar pelo seu atraente, enigmático e perigoso raptor. Por trás de toda a fachada de violência, descobre nele um homem que a adora. E com quem, contra a sua vontade, começa a partilhar momentos de escaldante prazer - de uma fúria e intensidade que nunca tinha vivido antes. Mas enquanto a frágil relação entre ambos dá lugar a algo mais profundo, terríveis forças que eles não controlam ameaçam deitar tudo a perder.

Com mais de 1,5 milhões de exemplares vendidos só na Polónia, o livro de Blanka deu origem a um dos filmes mais vistos de sempre na história da NETFLIX.

A escritora polaca Blanka Lipinska publicou esta obra com o selo da Grisaldo.

Aquela Frase: Escrever

Escrever não é sobre ganhar dinheiro, ficar famoso, conseguir encontros, transar ou fazer amigos. Escrever é magia, tal como é a água da vida ou qualquer outra arte criativa. Essa água é de graça, então beba-a. 

Stephen King

MemoryBook: O Ataque à Razão

 

Publicado pela Esfera do Caos, “O Ataque à Razão”, da autoria de Al Gore, Prémio Nobel da Paz 2007, avalia o passado, o presente e o futuro da democracia e do debate democrático. Cada vez mais condicionados e limitados pelos meios de comunicação, os cidadãos são impedidos de participar no debate político.

Aproveitando para criticar e deitar por terra a atuação de Bush, o autor torna claro como algumas forças estão a agir contra nós e sobre a nossa capacidade de raciocinar. A comunicação, politicamente falando, processa-se apenas num sentido, em termos de retórica visual e linguagem corporal, enquanto a lógica e a razão deixam de ter lugar. Este livro constitui um passo além depois de “Uma Verdade Inconveniente”, passando do alerta quanto às alterações climáticas para um manifesto em linguagem clara e pensamento lúcido baseado na experiência da sua vida política e no trabalho de especialistas.

O alerta de Al Gore é premente, pois não nos resta muito mais tempo para desperdiçar em apatias. É tempo de agir contra os meios utilizados, de momento, pela democracia. É necessário apurar verdades e raciocinar objetivamente.

MemoryBook: O Meu Primeiro Larrousse – O Nosso Planeta

Especialmente indicado para crianças entre os 5 e os 8 anos de idade, “O Meu Primeiro Larrousse – O Nosso Planeta” ajudará os mais novos a compreender melhor o planeta em que habitam. A beleza e as fragilidades da Terra são apresentadas em cinco capítulos principais: um planeta extraordinário, a história da Terra, a vida do nosso planeta, a vida na Terra e proteger a Terra. Entre muitas outras coisas, é explicada a razão de fenómenos como os vulcões e tremores de terra e são dadas estratégias para preservar o ar, a água, as florestas e os animais.

A informação é exposta de forma clara e devidamente elucidada por ilustrações e pelas suas respetivas legendas. Numa edição da Campo das Letras, esta coleção conta já com os volumes “Enciclopédia”, “Lendas da Mitologia”, “Heróis”, “Como É?”, “Inglês” e “Mar”, entre outros.

MemoryBook: País (In)Sustentável

 

Há muito que o trabalho de Luísa Schmidt pela defesa do meio ambiente e qualidade de vida em Portugal é conhecido. Nos últimos 18 anos, manteve a coluna “Qualidade Devida” no Jornal Expresso e é a autora da série televisiva “Portugal, Um Retrato Ambiental”, entre outras publicações subordinadas à mesma temática.

Numa edição da Esfera do Caos, em “País (In)Sustentável” encontramos reunidos alguns dos seus mais importantes e polémicos artigos dos últimos anos que nos mostram como o ambiente e o ordenamento são uma urgência na manutenção da qualidade de vida. São as “verdades inconvenientes” de Portugal. Os capítulos iniciais, mais generalistas, dedicam-se aos fenómenos das alterações climáticas, agricultura e transgénicos, desenvolvimento sustentável, questões de cidadania e saneamento. De seguida, são apresentadas as principais fragilidades do país e descreve-se a forma como os vários casos têm sido tratados pelas autoridades competentes.

Na maioria dos casos, conclui-se que muito há ainda por fazer. Entre outros, destacam-se o caso do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, da Ria Formosa, do abate de sobreiros, da erosão das costas, da saturação do Algarve e dos programas POLIS. Um livro para todos os que querem saber e agir.

Que opinião tem da L&L?

Todos os projetos que existam para divulgar, apoiar e reconhecer o trabalho dos autores é sempre algo importante e, sendo assim, é sem dúvida gratificante reconhecer que projetos como este fazem todo o sentido. 

Escritor José Luís de Sousa Dias Cordeiro

domingo, 16 de maio de 2021

MemoryBook: Que tempo fará amanhã?

 

Integrado na coleção Fórum da Ciência, “Que Tempo Fará Amanhã?”, das Publicações Europa-América, é uma obra que procura responder a questões sobre o clima no ano de 2050, o degelo do Ártico e a irreversibilidade do aquecimento global. Quem procura dar as respostas é um grupo da jovem geração de investigadores.

Em vinte capítulos, uns sob a forma de entrevista, outros de ensaio, estes especialistas na área de Climatologia e Meteorologia explicam como será o clima daqui a algumas décadas, devidamente apoiados nas observações que fizeram e na criação de modelos.

As conclusões a que chegam estão longe de ser animadoras. A inundação de ilhas e zonas costeiras e a extinção de espécies animais e vegetais são factos a que dificilmente poderemos escapar. No entanto, a discussão quanto às causas e consequências do aquecimento do planeta promete continuar, dada a diversidade de pontos de vista. É ainda de destacar, no final da obra, a lista de sites na internet relacionados com a temática e a lista de vocabulário específico utilizado ao longo do livro.