REVISTA LIVROS & LEITURAS

A REVISTA LIVROS & LEITURAS está nos 4 cantos do mundo em www.revistalivroseleituras.com...Atualizações a qualquer momento no Facebook, Instagram e Twitter...

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Leão - Zack N.º 2


Leão é p segundo livro sobre o detetive Zack, um Hércules dos dias de hoje. A Unidade Especial da Polícia Criminal de Estocolmo recebe um vídeo onde se pode ver um rapazinho aterrorizado fechado numa jaula. O raptor aparece em segundo plano, escondido numa pele de leão, por baixo de um relógio em contagem decrescente.

Ao ver que o vídeo foi colocado na Internet em tempo real, o jovem detetive Zack Herry compreende que não há um minuto a perder se quer evitar que a criança conheça o mesmo destino de uma primeira vítima, encontrada crucificada no cimo de uma chaminé de uma fábrica desmantelada.

Numa Estocolmo sombria e glacial, Zack entra numa corrida contra o tempo, e são muitos os desafios que tem de enfrentar, alguns assumindo por vezes o azul-metálico dos olhos de uma misteriosa mulher…

domingo, 16 de junho de 2019

Ciclo do Papel


O Ciclo do Papel é livro muito interessante. Explica aos mais pequenos a importância deste bem, mas também a forma de o poupar e de proteger o meio ambiente. 

A professora Tina observa o comportamento dos seus alunos e, imediatamente, percebe que eles gastam muito papel. Há, portanto, necessidade de encontrar soluções. 

Começa por explicar-lhes a origem do papel e a forma como ele é feito. Depois da reciclagem em ecopontos, segue-se uma viagem a uma fábrica de transformação. Depois de se aprender todo o ciclo de papel, há ainda lugar a muitas surpresas… 

O livro é da autoria de Cristina Quental e Mariana Magalhães e foi ilustrado por Sandra Serra. A dição é da Gailivro.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Marcia Kupstas: "A minha inspiração para escrever não tem muita explicação lógica"







Meu nome é Marcia Kupstas, sou brasileira, escritora profissional há mais de 30 anos. Em 1988, o meu livro de estreia, CRESCER É PERIGOSO, ganhou o Prêmio Revelação Mercedes-Benz de Literatura Juvenil e definiu minha carreira. Recebi inúmeros convites, escrevi livros de imenso sucesso para este público (a literatura para jovens é adotada nas escolas, são edições de altas tiragens), já vendi mais de 3 milhões de exemplares ao longo dos anos. Coordenei coleções e antologias, publiquei em revistas e jornais, tenho mais de 150 livros publicados para todos os públicos.


Como e quando começou a interessar-se por literatura? 


AMO as histórias. Sou descendente de russos e lituanos, povos que são grandes contadores de histórias, desde que me lembro queria ser escritora. Meu pai dizia que eu, aos 5 anos de idade, ainda não sabia escrever, mas sentava no seu colo e lhe ditava um livro, que ele tinha de registrar igual ao que eu ditava, porque depois lembrava de tudo e ficava furiosa se ele mudasse algo! Se me perguntavam "o que você vai ser quando crescer?", dizia que ESCRITORA. 

Por que motivo resolveu escrever livros?

Escrevo livros porque a narrativa é minha forma de expressão, as histórias povoam minha imaginação... Se vejo, por exemplo, uma senhora de chapéu amarelo no metro, ponho-me a imaginar quem é ela, o que faz, porque usa chapéu amarelo e... De repente, estou a "escrever" um conto em minha cabeça! 

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?

O livro de estreia foi marcante em minha vida, mas vários outros deram-me prazer e desafios. CLUBE DO BEIJO, por exemplo, de 2001, teve uma versão teatral de Walcyr Carrasco, escritor e autor de novelas de TV; não prosseguimos numa montagem, mas quem sabe? O romance juvenil A MALDIÇÃO DO SILÊNCIO de 1989, foi intenso e ainda hoje recebo cartas de leitores, assombrados pelo enredo sobrenatural; ELES NÃO SÃO ANJOS COMO EU ganhou um prêmio Jabuti em 2008 e trata de amizades improváveis... Estes 30 anos de carreira deram-me muitas boas experiências com a literatura. 

Em que é que se inspira para escrever um livro?

A minha inspiração para escrever não tem muita explicação lógica. Creio que o bom artista - aqui amplio para todas as Artes - tem uma espécie de "olho" original, que foca a realidade e os objetos de modo diferente da maioria. Mas claro que além do primeiro "insight", digamos assim, há o trabalho. Intenso, até. Há livros que reescrevi inteiros por 2, 3 vezes. A luta por encontrar a palavra certa, o ritmo, a sedução do leitor tem de ser uma constante na trajetória de um profissional das Artes. 

Se não fosse escritor, o que gostava de ser? 

Marcia Kupstas - Se não fosse escritora é provável que seria o que já fui, professora de Língua, Literatura e Redação. Gostava de lecionar, de incentivar alunos a ter o prazer da leitura, da descoberta de um estilo, das intenções de um autor... 

Quais são seus autores preferidos? 

Amo os livros e quando descubro um autor que admiro costumo ler tudo dele. Foi assim na infância, com Monteiro Lobato. Depois, adolescente, descobri clássicos como Machado de Assis, Eça de Queirós (acho A RELÍQUIA uma das obras mais divertidas que já li). Também admiro o norte-americano Stephen King e o inglês Bernard Cornell. São tantos! 

Que conselho daria a alguém que deseje vir a ser escritor? 

Para os candidatos a escritor tenho uma constatação talvez dolorosa: TALENTO não se aprende. Há um nascer com a especialíssima habilidade de unir palavras e imagens, pintar uma tela, compor uma música... Isto define o escritor, pintor, músico. Já disse, esse "olho artístico" especial é também essencial para a carreira. Mas podemos aprender técnicas, ficarmos atentos para evitar prolixidades e lugares-comum, investirmos em especialização no fazer artístico que poder ser tarefa árdua, mas prazeirosa.

Para quando um novo projeto editorial?

Voltei a Portugal para o lançamento de BALADA DOS ROCKEIROS MORTOS E ANJOS CAÍDOS. Este foi meu mais recente projeto, vivi 6 meses em Lisboa para escrever o romance, visitando cidades, museus, castelos, sob o olhar da protagonista, Renata. Foi um desafio maravilhoso... Que prossegue. Tenho planos para uma sequência, a protagonista descobre (como estou a descobrir) sítios arqueológicos na Amazônia e viaja para lá. 

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos? 

Acredito que iniciativas como LIVROS & LEITURAS são parceiros admiráveis dos leitores de boas histórias e daqueles que tentam produzi-las. Uma longa vida ao projeto. Saravá!

terça-feira, 11 de junho de 2019

MemoryBook: A Estrela e o Rei


Era uma vez, uma estrelinha amarela, amarelinha que brilhava no céu. Um dia, o Rei do Mundo decidiu que a queria só para ele. 

Pulou, subiu a um escadote, e voou num avião... Tanto insistiu, que a conseguiu agarrar nas suas mãos papudas. Mas... as estrelas são mágicas e vão dar uma grande lição ao rei do Mundo.


domingo, 9 de junho de 2019

MemorYBook: O Inferno de Alice



As quinze personalidades de Alice que impediram as lembranças de abusos sexuais e de autoflagelação. Uma mente torturada, sonhos terríveis, vozes que lhe dizem para se matar e cada uma das personalidades com as suas próprias e terríveis memórias. 

Abusada pelo pai desde dos seis meses de idade, durante a sua infância, adolescência e juventude, centenas de violações, tendo até permitido que outras pessoas o fizessem. Esta história verídica leva-nos ao âmago do inferno.


terça-feira, 4 de junho de 2019

MemoryBook: Os monstros também amam


Sandra tem 30 anos, está grávida de um homem que não ama e decide ir viver para uma pequena aldeia costa leste espanhola. 

Num dos seus passeios pela praia conhece os Christensen, um casal de octogenários noruegueses e estabelece com eles uma relação de proximidade. No entanto, os Christensen não são quem ostentam ser. 

Uma história de suspense e emoção, Os Monstros também amam trata das ambiguidades do ser humano, entre a maldade e o amor, e sobre a forma como as aparências escondem o lado mais negro de cada um de nós.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Narrativa Poética - Sophia de Mello Breyner Andresen



Num país que era um jardim, onde os rios cantavam a caminho do mar, e onde o céu era de um azul intenso, a poesia era tão natural que parecia existir independente dos seres humanos. Mas uma «Menina» apaixonada pelo mar e por tudo o que existia na natureza quis fazer sua a Poesia, quis ser ela própria a Poesia, vestindo-se de colares de búzios, de corais, de conchas, de estrelas-do-mar. Deu-se então o casamento entre ela e a Poesia, que fez habitar em livros, para crianças e para adultos.

Mas a Poesia, sabia-o ela, com o nome de Sophia, que significa «Sabedoria» na sua origem grega, não é apenas uma questão de palavras e de silêncios… É também uma questão de ética, de Justiça, de intervenção cívica. Poesia, sabia-o ela, e deixou-o escrito na sua vida, como na sua obra, é sermos todos irmãos, no grande mistério do universo e dos deuses que acompanham cada um dos nossos passos.

domingo, 2 de junho de 2019

Narrativa Poética - Padre António Vieira


Uma criança de seis anos é levada a atravessar o Atlântico, rumo ao desconhecido, numa época em que as viagens marítimas eram cheias de perigos, delas podendo facilmente sobrevir naufrágios e a morte. Mas, ao invés do medo, a criança, de nome António, sentiu um profundo fascínio pela travessia do oceano, que lhe serviu de lição para a vida, e para sempre ficariam gravados na sua alma aquele céu, aquelas ondas, aquele infinito que se escondia para além do horizonte. Chegada a terras da Baía, o centro de um Brasil que estava ainda a começar, parecia que o mar se prolongava por terra dentro, tal era a imensidão que os seus olhos podiam observar. Foi com naturalidade que abraçou os caminhos da Fé, que era uma semente que trazia dentro de si à espera de germinar.

Em adulto, António Vieira seria missionário, pregador, político, conselheiro real, diplomata. Um grande poeta chamou-lhe, séculos mais tarde, Imperador da Língua Portuguesa, pela mestria que tinha no uso da palavra e pela profundidade dos seus pensamentos. Sempre do lado dos desfavorecidos, incómodo para a Inquisição, aclamado na Europa, entre reis e rainhas, chamado de «Payassu» (Padre Grande) pelos índios que protegia, jamais consensual, utópico, idealista, visionário, foi até ao fim a criança que, com apenas seis anos, atravessou o Atlântico – mas acrescentou-lhe a sabedoria de adulto e uma experiência de vida que raros conseguem ter.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Narrativa Poética - Machado Assis


Uma criança de seis anos é levada a atravessar o Atlântico, rumo ao desconhecido, numa época em que as viagens marítimas eram cheias de perigos, delas podendo facilmente sobrevir naufrágios e a morte. Mas, ao invés do medo, a criança, de nome António, sentiu um profundo fascínio pela travessia do oceano, que lhe serviu de lição para a vida, e para sempre ficariam gravados na sua alma aquele céu, aquelas ondas, aquele infinito que se escondia para além do horizonte. Chegada a terras da Baía, o centro de um Brasil que estava ainda a começar, parecia que o mar se prolongava por terra dentro, tal era a imensidão que os seus olhos podiam observar. Foi com naturalidade que abraçou os caminhos da Fé, que era uma semente que trazia dentro de si à espera de germinar.

Em adulto, António Vieira seria missionário, pregador, político, conselheiro real, diplomata. Um grande poeta chamou-lhe, séculos mais tarde, Imperador da Língua Portuguesa, pela mestria que tinha no uso da palavra e pela profundidade dos seus pensamentos. Sempre do lado dos desfavorecidos, incómodo para a Inquisição, aclamado na Europa, entre reis e rainhas, chamado de «Payassu» (Padre Grande) pelos índios que protegia, jamais consensual, utópico, idealista, visionário, foi até ao fim a criança que, com apenas seis anos, atravessou o Atlântico – mas acrescentou-lhe a sabedoria de adulto e uma experiência de vida que raros conseguem ter.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

MemoryBook: Low Cost - O fim da classe média



A classe média está prestes a sair de cena depois de ter sido ao longo de mais de dois séculos a base da sociedade ocidental. Desaparecidas as razões económicas, políticas e sociais que a tinham feito emergir, esta classe já não se consegue adaptar às transformações impostas pela globalização. O bastão do comando passa dos produtores para os consumidores.

No seio da sociedade toma forma uma classe indistinta, a classe das massas, que quer sobretudo consumir mais. É uma revolução insidiosa para a política, mas não deixa de ter conteúdos democráticos. Nas suas bandeiras estão impressas as marcas Ryanair, Ikea, Wal-Mart, Skype, Zara, Google. É a revolução low cost produzida por um capitalismo capaz de normalizar tudo e mais alguma coisa, mas também de personalizar a sua oferta, condenando ao declínio a dispendiosa sociedade do welfare do pós-guerra europeu e desenhando um futuro low cost, mesmo para os serviços públicos.

terça-feira, 28 de maio de 2019

A Balada dos Rocketeiros Mortos e Anjos Caídos


Da coleção Viagens na Ficção da Chiado Books, surge-nos A Balada dos Rocketeiros Mortos e Anjos Caídos, um livro da autoria de Marcia Kupstas. “O Anjo pode ser considerado uma metáfora do destino, a nossa posição entre o determinismo ou o livre-arbítrio.

Estamos perante a história de amor mais perturbadora desde Lolita. O que afinal têm em comum uma adolescente, a cidade de Lisboa, os mundos paralelos, a família disfuncional, a venda de drogas, a arte e um anjo?

domingo, 26 de maio de 2019

Narrativa Poética - Pedro Vaz de Caminha



O pequeno reino de Portugal acabava de mudar a História do mundo com o descobrimento do caminho marítimo para a Índia. Agora havia que consolidar o domínio dos mares, estabelecer pontes firmes com os potentados do Oriente, tomar posse de novas terras a serem «descobertas». Foi nesse sentido que saiu de Belém, rumo a Calecute, a poderosa armada de Pedro Álvares Cabral, levando a bordo o escrivão-mor Pêro Vaz de Caminha, homem íntegro, leal a El-Rei, com o sentido do equilíbrio, imbuído de espírito de missão. 

No Atlântico Sul acha-se uma terra paradisíaca, onde os homens e as mulheres têm uma inocência que espanta os europeus, ainda muito marcados pelo espírito medieval. Cabe a Pêro Vaz de Caminha escrever a Carta a El-Rei D. Manuel sobre o achamento de um novo mundo, a certidão de nascimento do que veio a ser o Brasil, uma grande nação de língua portuguesa. Continuando a armada a sua navegação para Calecute, onde se ia em busca de riquezas inimagináveis, nada mais se poderia comparar à visão do Paraíso, onde diferentes humanidades tinham confraternizado… O que valia mais? O ouro e as especiarias, ou o encontro com o «outro», em estado de «pureza», vulnerável, pronto a ser convertido à mensagem de Cristo? O escrivão-mor da armada de Cabral não tinha dúvidas de que a dignidade humana devia estar à frente da cobiça e da ambição, do espírito de saque que norteava muitos dos seus compatriotas… 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

MemoryBook: Daisy Town


"Daisy Town" é mais um álbum do cowboy Lucky Luke, de Morris e Goscinny, com a particularidade de ser a adaptação da longa metragem de animação de 1971 com o mesmo nome. Na recém fundada Daisy Town, Lucky Luke é convidado para xerife. 

Em breve aparecem os irmãos Dalton, que pretendem tomar a cidade. As peripécias sucedem-se, culminando numa dança de roda com habitantes, índios e a cavalaria. Pareceu-me um pouco menos inspirado do que outros álbuns, em especial os que incluem o famoso Rantanplan, mas não deixa de ser divertido