REVISTA LIVROS & LEITURAS

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quarta-feira, 22 de julho de 2020

A Morte de Quatro Rainhas



Aos poucos, as editoras portuguesas recuperaram o ritmo pós-pandemia. O mercado livreiro foi igualmente afetado e as vendas quebraram cerca de 85 % nos últimos meses. 

A Revista Livros & Leituras vai acompanhando o mundo literário e regressamos ao ativo com o habitual apoio de quase todas as editoras portuguesas. 

Para este regresso, escolhemos um excelente romance, editado em Portugal pela Gailivros. Chama-se A Morte de Quatro Rainhas e tem a autoria de Astrid Scholte. A escritora é fabulosa, uma verdadeira criação com uma dieta de Spielberg. Scholte passou os últimos dez anos a trabalhar em cinema, animação e televisão como artista e diretora. Os pontos altos da sua carreira incluem trabalhar no filme Avatar, de James Cameron, As Aventuras de Tintim – O Segredo do Licorne, de Steven Spielberg e Happy Feet 2, de George Miller. 

O livro com quase 400 páginas conta-nos a história de quatro rainhas mortas. Foram necessários três dias para apanhar um assassino. Este é um dos melhores romances, repleto de mistérios e crimes, que li até hoje. Recomenda-se! 

Nota: Neste regresso pós-pandemia, a Revista Livros & Leituras mexeu na sua equipa de colaboradores. O objetivo é levar aos leitores mais e melhor literatura. Agradecemos aos que saíram e damos as boas-vindas aos dois novos colegas.

Mário Gonçalves - Diretor da L&L

sexta-feira, 24 de abril de 2020

A Igreja é Comunhão



«É da Trindade, com Ela e somente a partir dela, que podemos “fazer da Igreja uma rede de relações fraternas”, uma rede sólida, porque enraizada no amor de Deus, que transborda numa caridade verdadeiramente evangelizadora, credível e transformadora da realidade, verdadeiro fermento na massa da Humanidade fragmentada, desestruturada e dividida. 

Este livro é um excelente guia para aprofundar o mistério da Igreja como comunhão, que se concretiza na História, na Igreja localizada, que se faz presente e atuante nos diversos âmbitos do tecido social.» 

Do Prefácio

quinta-feira, 23 de abril de 2020

A Igreja é Comunhão



Esta foi uma das últimas obras de Uderzo, falecido recentemente. A edição aparece em Portugal, pela mão da ASA, numa edição espanhola. A aventura é essencialmente uma continuidade à bravura e força supra humana dos principais protagonistas.

Escoltada por dois chefes da região de Arverne, uma misteriosa adolescente acaba de chegar à aldeia. Ela é procurada por César e pelos seus legionários, e há boas razões para isso: na aldeia, sussurra-se que o pai da visitante é nada mais nada menos do que… o próprio Vercingétorix, o grande chefe gaulês outrora derrotado em Alésia!

Em 24 de outubro, Astérix e Obélix vão estar de volta com uma nova aventura que terá por título A Filha de Vercingétorix, mais uma criação da famosa dupla composta por Jean-Yves Ferri e Didier Conrad.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Desbloqueia a Tua Paróquia



«Este excelente livro relata, de uma forma prática e inspiradora, o impacto que o Alpha tem tido na formação de discípulos missionários na paróquia de Saint Benedict, no Canadá. Ron Huntley e o padre James Mallon partilham a sua experiência e sabedoria com um entusiasmo que é simultaneamente envolvente e contagiante. Recomendo vivamente que leiam Desbloqueia
a tua paróquia.»

Nicky Gumbel
Vigário da Holy Trinity Brompton, Londres, e pioneiro do Alpha

«Desbloqueia a tua paróquia é uma mina de ouro de sabedoria prática para transformar a paróquia numa comunidade de discípulos missionários. Com base em vários anos de experiência, Ron Huntley e o Pe. James Mallon explicam o porquê de o Alpha ser um instrumento poderoso para a evangelização, e como ultrapassar os desafios que a mudança de cultura de uma paróquia envolve. Juntos, consideram o leque total de questões – desde a adaptação do Alpha num cenário católico até à escolha de um responsável. Do princípio ao fim, este livro é cativante, inspirador e desafiante para as nossas ideias pré-concebidas sobre a renovação das paróquias.

Eu recomendo-o em todos os sítios onde vou!»

Dra. Mary Healy
Professora de Sagrada Escritura
no Seminário Maior do Sagrado Coração

sábado, 18 de abril de 2020

Os Primeiros Cristãos



Porque a Páscoa pode ser todos os dias, este livro contém uma série de artigos sobre o início da civilização cristã, escritos por Fabrizio Bisconti, especialista em iconografia cristã, publicados no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano entre 2007 e 2012.

Dividido em três capítulos (histórias, monumentos e figuras), o autor dá um válido contributo, numa perspetiva interdisciplinar, com o propósito de dar a conhecer as primeiras formas evolutivas da Societas Christiana nas suas manifestações escritas, arquitetónicas e iconográficas, dando assim a conhecer protagonistas do Antigo e do Novo Testamento, dos Padres da Igreja, da primeira hierarquia eclesiástica, mas também dos monumentos e lugares de culto. 

O fio condutor desta obra é a documentação iconográfica, com numerosas fotografias a cores, através da qual o autor apresenta um valioso instrumento para quem deseja aprofundar o conhecimento da origem da civilização cristã.

Prefácio do cardeal Gianfranco Ravasi.

quinta-feira, 16 de abril de 2020



Kallentoft & Markus Lutteman estão de regresso com BAMBI. Trata-se do terceiro volume (depois de Zack e Leão) da saga do jovem detetive Zack Herry que, como um Hércules dos tempos modernos, tenta combater o crime no submundo de Estocolmo. Zack é uma personagem contraditória que nos seduz desde o primeiro momento.

Pela D. Quixote, em Portugal, neste volume Zack e a Unidade Especial deparam-se com aquilo que inicialmente parece ser um suicídio coletivo de adolescentes.  

Baseado em rituais satânicos, mas que a investigação leva a outras conclusões. Um thriller cheio de ritmo, suspense, amor e drama mas não só.

terça-feira, 14 de abril de 2020

As Últimas Palavras de Jesus


Uma obra que apresenta uma belíssima meditação sobre as últimas palavras de Jesus na cruz, feita por Angelo Comastri, um conhecido cardeal pela sua tocante reflexão bíblica, litúrgica e espiritual. Além da sua vocação óbvia de autor, Angelo Comastri é o vigário-geral do Papa Francisco para a Cidade do Vaticano. 

Esta obra é um livro de meditação dos últimos momentos de Jesus com uma reflexão profunda, tocante, simples e acessível.

sábado, 11 de abril de 2020

Entrevista a Pedro Sousa, vencedor do Prémio PAULUS de Edição 2019



O que é que significa este prémio para si? Como acolheu a notícia de que tinha sido o escolhido?

É uma alegria imensa receber este prémio. Não somente pela notariedade que tem a edição deste prémio, mas também pela inequívoca qualidade da editora.
Lembro-me de estar nos afazeres pastorais, cá nas paróquias de estágio, quando recebi o telefonema para me informar desta alegre notícia. Na altura, foi uma feliz notícia pré-adventícia.
É um prémio que culmina o meu percurso académico de 5 incríveis anos, na UCP, em Braga. Naturalmente, sinto-me feliz por ver um trabalho que me deu imensa alegria a escrever ser agraciado com esta edição. Na faculdade, sempre procurei viver afetivo equilíbrio: dedicar-me ao estudo, mas também servir a Associação de Estudantes e a Revista dos alunos da Faculdade, a Cenáculo. Portanto, espero que este prémio possa servir de estímulo para todos os alunos. Não sou exemplo para ninguém, mas creio que é possível viver este equilíbrio.
Ao olhar para 2019 percebo que fui agraciado com fantástico ano. Tenho imenso agradecer a Deus, pois aquilo que d’Ele recebo é infinitamente maior do que aquilo que posso dar.
 
Que obra é esta que venceu o Prémio PAULUS de Edição?

A obra concentra-se no fenómeno do sofrimento e na resposta cristã a essa incontornável experiência. Afinal, se Deus é Amor, porque sofremos? Se a revelação cristã, que radicaliza a afirmação de que o ser humano não pode salvar-se a si mesmo, anunciando-nos que nasceu para nós um Salvador (cf. Lc 2,11), onde está Ele quando a humanidade sofre? Se o advento de Deus no evento do ser humano dá-se e diz-se na história, que a partir daí é história comum do ser humano e de Deus, qual o sentido do sofrimento dos inocentes que são expostos a essa experiência, desde o primeiro momento?
Diante de tão acutilantes inquietações, afirmo o que o sofrimento de Deus, assumido como solidariedade com o outro que sofre inocentemente, tornou-se, em Jesus Cristo, força de vida e de libertação do próprio sofrimento. N’Ele, Deus manifestou-se definitivamente contra o mal/sofrimento. Nunca o justificando ou explicando, supera-o. O decisivo facto de Deus assumir, em Jesus Cristo, a condição de vítima, sofrendo com, e por todas as vítimas inocentes, não significa que Ele aceite o sofrimento, porque assumir não corresponde a aceitar.
  
Porque é que é importante perceber se Deus sofreu?

Desde muito cedo que algumas imagens de deus – anunciadas de diversos modos - me faziam muita confusão. Um deus vingativo? Cruel? Justiceiro? Nesse deus eu não acredito! O Deus de Jesus Cristo é o Deus-não-é-senão-Amor, que nos acompanha amorosamente!
Ora, enquanto discurso ou linguagem sobre Deus, a reflexão teológica não pode jamais abandonar a realidade do sofrimento, nem melificar a inconveniente questão: Como falar de Deus diante da abismal história do sofrimento? Todavia, não será pensável nem admissível uma superação deste fenómeno que signifique aceitação da sua inevitabilidade ou necessidade, mas, antes de tudo, uma atitude de radical manifestação do absurdo e inaceitável presente no fenómeno do mal e/ou do sofrimento, em relação à própria Criação.
Assim sendo, percebendo todo este discurso é preciso não esquecer que ele tem consequências antropológicas para o nosso quotidiano. Aliás, é também por isso que sou a favor de criar um referendo para eliminar algumas expressões que não anunciam este Deus que só é Amor. Por exemplo: tens de ter fé; foi vontade de Deus; Deus põe à prova quem mais ama; Deus aperta, mas não esmaga. Ou ainda: seja forte, ou está melhor no céu. Ainda perpassa, quer na mentalidade, quer na oração cristã, o pensamento que as hecatombes naturais e calamidades humanas são uma punição de Deus pelos pecados de um determinado indivíduo ou pela infidelidade coletiva.
 
Como é que se pode fazer a ligação, se é que se pode, para o sofrimento que o ser humano enfrenta e a forma como Deus nos pode ajudar?

Se Deus se compadece, tal não significa a sua desdivinização, nem a divinização do sofrimento. Na verdade, Deus não diviniza o sofrimento, mas redime-o.
Ora, ao falarmos de compaixão, estamos diante de uma das categorias essenciais dos atributos de Deus, no Antigo Testamento, que em Jesus Cristo se vai transformar em chave de leitura das relações de Deus connosco, o que se torna em desafio para a chave de leitura das nossas relações com os outros, como sinal distintivo e condição sine qua non para a nossa relação com Deus.
Portanto, o cristão no sofrimento depara-se também com uma tarefa porque o lugar do conhecimento de Deus crucificado está nas cruzes deste mundo, porque as existências ameaçadas revelam Deus presente nessas realidades fraturantes.
Assim sendo, esta ligação faz-se mediante ministério da presença. É importante valorizar a presença, até em silêncio, mas também os gestos, como o abraço ou a simples companhia no choro. Para além da fragilidade encontra-se a dádiva.
 
Apesar de ser um trabalho académico, acha que poderá fazer sentido para o quotidiano de cada crente?

Sim, sem dúvida. É uma investigação, ainda que germinal, académica, mas se o trabalho não tivesse incidência na realidade concreta de cada pessoa não teria pertinência.
 
O que é que as pessoas podem esperar com a leitura desta obra?

Nunca tive a pretensão de procurar responder a todas as inquietações acerca do fenómeno do sofrimento de Deus. É uma reflexão germinal. Há perguntas por responder. E ainda bem!
Contudo, é uma reflexão que se abeira do Deus de Jesus Cristo, Ele que conhece o ser humano, se manifesta na história e é capaz de sofrer com o nosso sofrimento. Isto é já sintomático!

quinta-feira, 9 de abril de 2020

O Sofrimento de Deus


«Neste terceiro milénio, como as irmãs de Lázaro (cf. JO 11,21; cf. JO 11,32), corremos perplexos pelos caminhos da história diante do fenómeno do sofrimento. Este complexo e exigente problema recoloca, no centro do debate teológico, a reflexão acerca do sofrimento de Deus. 

Se o advento de Deus no evento do ser humano dá-se e diz-se na história, que a partir daí é história comum do ser humano e de Deus, qual o sentido do sofrimento dos inocentes que são expostos a essa experiência, desde o primeiro momento? 

Mediante acutilantes inquietações, propomos uma análise sistemática que se inicia com um estudo sumário de uma perícope fundante (JO 11,33-37), e continua com uma reflexão acerca da plausibilidade da afirmação do sofrimento de Deus e seguindo atentamente o pensamento do teólogo francês François Varillon.»

terça-feira, 7 de abril de 2020

Sem Nunca Chegar ao Cimo


Se ler é viajar sem sair do lugar, o que se poderá dizer quando nos confrontamos com o género literatura de viagem? Mais: o que poderemos dizer quando estamos perante um autor viajante? 

Paolo Cognetti, pai de As Oito Montanhas, está de regresso para nos proporcionar uma viagem aos Himalaias. Sem Nunca Chegar ao Cimo, livro publicado em Portugal pela D. Quixote, permites uma interessante viagem, muito bem descrita, como se estivéssemos no lugar. 

O que procuramos quando embarcamos numa viagem? Talvez exista um destino ou um cume que ninguém tenha alcançado, ou talvez a razão de viajarmos seja a própria viagem. 

Este diário de viagem, muito bem escalado em termos temporais e espaciais, é a história profunda, terna e estimulante do confronto com os nossos limites físicos, da erosão de muitas certezas antigas, da beleza das pequenas coisas e de como podemos encontrar o equilíbrio interior. 

Paolo Cognetti conta-nos esta experiência inesquecível, em que o poder da amizade, a magnificência da natureza, a diversidade dos lugares que descobriu e das pessoas que conheceu, os altos e baixos dos trilhos percorridos e as diferenças de altitude são como uma viagem da mente, do corpo e do espírito.

domingo, 5 de abril de 2020

Cláudio Manuel: "Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias"



Cláudio Manuel nasceu em Évora. Tem 58 anos e é trabalhador independente. Intitula-se autodidata na escrita.

Publicações e Participações:
Livro editado pela Chiado Editora em 2015 “Memórias, Recordações e Poesias”

Livro editado pela Pastelaria Studios em 2016 “O Desafio POESIA REUNIDA 200 sentires”

Diversas participações em Colectâneas e Antologias Poéticas:

Brevemente a editar pelo Autor Publica em 2020 “Destinos Cruzados”

Como e quando começou a interessar-se por literatura?
- Tudo começou por volta dos doze anos e o principal culpado foi o meu irmão Zeca, que infelizmente já não está entre nós. Ficava curioso, quando o via a devorar aqueles livrinhos de bolso, livros que ele alugava na tabacaria “Angola”, tabacaria que ainda hoje existe...

O que despoletou o seu interesse pela literatura?
- Confesso que não foram os livros que li na escola, nos anos em que por lá andei…. Aquilo era tudo muito metódico e eu gostava mais da escrita solta e rebelde, coisa que encontrava nos livros policiais ou nos livros de aventuras…

Como nasceu a paixão pela escrita?
- Ainda hoje estou dividido entre a letra de uma canção e umas cartas de amor, escritas para uma namorada que fora passar as férias” grandes” a Figueira de Castelo Rodrigo…. É que, para alem dela, houve também outras pessoas que tiveram oportunidade de as ler e acharam-nas maravilhosas. Durante aqueles três meses, devo ter escrito duas dúzias de cartas, no entanto, também pode ter sido, quando por volta dos anos 80, resolvi escrever umas quadras sobre o Pastor Alentejano… Sei que algum tempo depois, acabei por mostrar o que tinha escrito a uns amigos que entretanto formavam uma Banda de Rock, chamada “T3” … Era tudo gente do bairro da Malagueira. Bairro que, emergia naquela altura, arquitectado pelo famoso arq. Siza Vieira e mandado construir pelas então, Cooperativas de Habitação. Para meu espanto, musicaram aquela letra e a coisa ficou bonita e durante algum tempo, cantou-se o pastor até que a coisa voltou a arrefecer…

O que mais o atrai quando escreve?
- O que mais me atrai quando escrevo, são as emoções. É o que tento passar a quem se predispõe a ler, sejam elas escritas em narrativas, em versos, em frases soltas, em prosas ou em textos livres…. Tenho por hábito, deixar nas entrelinhas qualquer coisa de mim.

Por que motivo resolveu escrever livros?
- Pura e simplesmente para deixar em papel, coisas que não mais quero perder, nem amarrotar ou jogar fora…. Passei a gostar de as ver organizadas na minha própria prateleira.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?
- Um livro que está para sair em breve e que se chama Destinos Cruzados. Acho que o último livro, passará sempre para primeiro plano.

Em que é que se inspira para escrever um livro?
- Não tenho qualquer coisa especifica e tento ser o mais versátil possível. Se conto uma história ou escrevo um romance, dou-lhe o que os intervenientes forem pedindo… Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias…

Em que momentos do dia escreve habitualmente?
- Nunca tive hora certa para escrever, mas geralmente acabo por fazê-lo, quando me sento no meu canto sossegadinho e me agarro ao teclado do computador. Raramente já escrevo em papel…

O que desencadeia a escrita em si?
- Essencialmente as vivencias que fui tendo ao longo da minha vida. Tanto sou capaz de escrever as memorias e as recordações do passado, como as coisas que me apoquentam no presente… Não sou é apologista de escrever sobre o futuro…

Quais são as suas referências literárias?
- Nunca quis ter referências. Não por egoísmo, mas sim para não me deixar influenciar. No entanto gosto de ler trechos e cronicas destes três senhores: António Lobo Antunes, Mário Zambujal e José Cardoso Pires…

Como vê o mundo atual da literatura em Portugal?

- Mal! Enquanto houver gente a pagar a outros para que lhe escrevam livros e depois venham para a praça publica dar entrevistas na radio ou na Tv, dizendo que são deles, não vamos a lado nenhum… E há por aí alguns bons “maus” exemplos!

Para quando um novo projeto editorial?
- Para breve, está mesmo quase a sair o meu novo livro “Destinos Cruzados”. Graças à ajuda do Autor Publica, um grupo sem fins lucrativos, de três bons amigos, três excelentes pessoas que nasceram para ajudar quem gosta de escrever e deseja ver as suas coisas em papel…

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?
- Óptimo, é de louvar. É sempre bom que apareça alguém com o intuito de ajudar novos rostos que gostem de escrevinhar, assim como é o meu caso.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Loucura


Poeta e ficcionista, com Fernando Pessoa e Almada Negreiros, Mário de Sá-Carneiro constitui um dos principais representantes do Modernismo português. Partindo para Paris, em 1912, para cursar Direito, estudos que abandonaria pouco depois, a figura de Mário de Sá-Carneiro assume uma importância basilar para a compreensão do modo como o Modernismo português.

“Loucura? — Mas afinal o que vem a ser a loucura?… Um enigma… Por isso mesmo é que às pessoas enigmáticas, incompreensíveis, se dá o nome de loucos…”

Um dos livros mais enigmáticos e poderosos! Mário de Sá Carneiro puro e verdadeiro, um texto que se é uma obra prima do modernismo. O que separa a Loucura da Genialidade, a Criação da Alucinação...? Um livro que nos toca profundamente através da construção de um universo artístico fascinante, contado por quem vê de fora.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

25 de Abril, Corte e Costura


“A escrita de João Cerqueira é altamente recomendável para quem gosta de histórias alternativas. A não perder!” A frase é de Reader´s Favorite. 

O romancista premiado e traduzido em várias línguas está de regresso com mais uma obra que nos prende do princípio ao fim. 

Celebram-se os 40 anos da revolução. A Direita propõe uma tourada, a Esquerda um desfile gay. 

Entretanto, chegam à cidade um antigo inspetor da PIDE decidido a acabar com a festa, um toureiro espanhol que sonha com a União Ibérica, um guru tarado sexual e as Brigadas Indignadas com a missão de fazer explodir uma bomba.

domingo, 24 de novembro de 2019

O Homem que acusou Deus


Esta história relata o dia-a-dia conturbado de um advogado. Ricardo Medeiros não é um 
advogado qualquer. Ele é o melhor advogado criminal do país, solicitado pela elite política, temido por advogados e magistrados. Todos, sem exceção, o temem. A sua fama não tem limites, tal como o seu mau feitio e preconceitos contra a Igreja. 

Casado com uma médica católica e tendo como sócio um supranumerário do Opus Dei, vive o drama diário de confrontações familiares e profissionais em torno da religião. O seu casamento está por um fio e o ambiente no escritório insuportável. Sem o querer, as suas circunstâncias pessoais e profissionais vão levá-lo para dentro dos muros secretos do Opus Dei. Conseguirá Ricardo Medeiros, o mais temido dos causídicos, manter-se afastado da teia que o rodeia?

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O Inquietante Mistério


Os escritos encontrados neste livro são expressões do amor pastoral do Pe. Paulo Borges Vaz, da diocese de Mindelo, Cabo Verde, ao povo, a Cristo, a Maria e à Igreja.

Os textos ilustram as várias etapas da produção teológica e pastoral do presbítero, preparados para conferências, retiros e pregações.

Possuem o cheiro de ovelha de um pároco, a experiência de alma de um pregador e o zelo apostólico de um homem de Deus.

O fio condutor da leitura é sempre o inquietante mistério que nos foi revelado: o Filho de Deus encarnado e manifestado na história para a libertação plena e definitiva da pessoa humana.