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domingo, 5 de abril de 2020

Cláudio Manuel: "Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias"



Cláudio Manuel nasceu em Évora. Tem 58 anos e é trabalhador independente. Intitula-se autodidata na escrita.

Publicações e Participações:
Livro editado pela Chiado Editora em 2015 “Memórias, Recordações e Poesias”

Livro editado pela Pastelaria Studios em 2016 “O Desafio POESIA REUNIDA 200 sentires”

Diversas participações em Colectâneas e Antologias Poéticas:

Brevemente a editar pelo Autor Publica em 2020 “Destinos Cruzados”

Como e quando começou a interessar-se por literatura?
- Tudo começou por volta dos doze anos e o principal culpado foi o meu irmão Zeca, que infelizmente já não está entre nós. Ficava curioso, quando o via a devorar aqueles livrinhos de bolso, livros que ele alugava na tabacaria “Angola”, tabacaria que ainda hoje existe...

O que despoletou o seu interesse pela literatura?
- Confesso que não foram os livros que li na escola, nos anos em que por lá andei…. Aquilo era tudo muito metódico e eu gostava mais da escrita solta e rebelde, coisa que encontrava nos livros policiais ou nos livros de aventuras…

Como nasceu a paixão pela escrita?
- Ainda hoje estou dividido entre a letra de uma canção e umas cartas de amor, escritas para uma namorada que fora passar as férias” grandes” a Figueira de Castelo Rodrigo…. É que, para alem dela, houve também outras pessoas que tiveram oportunidade de as ler e acharam-nas maravilhosas. Durante aqueles três meses, devo ter escrito duas dúzias de cartas, no entanto, também pode ter sido, quando por volta dos anos 80, resolvi escrever umas quadras sobre o Pastor Alentejano… Sei que algum tempo depois, acabei por mostrar o que tinha escrito a uns amigos que entretanto formavam uma Banda de Rock, chamada “T3” … Era tudo gente do bairro da Malagueira. Bairro que, emergia naquela altura, arquitectado pelo famoso arq. Siza Vieira e mandado construir pelas então, Cooperativas de Habitação. Para meu espanto, musicaram aquela letra e a coisa ficou bonita e durante algum tempo, cantou-se o pastor até que a coisa voltou a arrefecer…

O que mais o atrai quando escreve?
- O que mais me atrai quando escrevo, são as emoções. É o que tento passar a quem se predispõe a ler, sejam elas escritas em narrativas, em versos, em frases soltas, em prosas ou em textos livres…. Tenho por hábito, deixar nas entrelinhas qualquer coisa de mim.

Por que motivo resolveu escrever livros?
- Pura e simplesmente para deixar em papel, coisas que não mais quero perder, nem amarrotar ou jogar fora…. Passei a gostar de as ver organizadas na minha própria prateleira.

Qual foi a obra que mais gostou de escrever e porquê?
- Um livro que está para sair em breve e que se chama Destinos Cruzados. Acho que o último livro, passará sempre para primeiro plano.

Em que é que se inspira para escrever um livro?
- Não tenho qualquer coisa especifica e tento ser o mais versátil possível. Se conto uma história ou escrevo um romance, dou-lhe o que os intervenientes forem pedindo… Gosto de interagir com todas as minhas personagens, sejam elas reais ou fictícias…

Em que momentos do dia escreve habitualmente?
- Nunca tive hora certa para escrever, mas geralmente acabo por fazê-lo, quando me sento no meu canto sossegadinho e me agarro ao teclado do computador. Raramente já escrevo em papel…

O que desencadeia a escrita em si?
- Essencialmente as vivencias que fui tendo ao longo da minha vida. Tanto sou capaz de escrever as memorias e as recordações do passado, como as coisas que me apoquentam no presente… Não sou é apologista de escrever sobre o futuro…

Quais são as suas referências literárias?
- Nunca quis ter referências. Não por egoísmo, mas sim para não me deixar influenciar. No entanto gosto de ler trechos e cronicas destes três senhores: António Lobo Antunes, Mário Zambujal e José Cardoso Pires…

Como vê o mundo atual da literatura em Portugal?

- Mal! Enquanto houver gente a pagar a outros para que lhe escrevam livros e depois venham para a praça publica dar entrevistas na radio ou na Tv, dizendo que são deles, não vamos a lado nenhum… E há por aí alguns bons “maus” exemplos!

Para quando um novo projeto editorial?
- Para breve, está mesmo quase a sair o meu novo livro “Destinos Cruzados”. Graças à ajuda do Autor Publica, um grupo sem fins lucrativos, de três bons amigos, três excelentes pessoas que nasceram para ajudar quem gosta de escrever e deseja ver as suas coisas em papel…

Agora que já conhece a revista Livros & Leituras, que opinião tem deste projeto editorial sem fins lucrativos?
- Óptimo, é de louvar. É sempre bom que apareça alguém com o intuito de ajudar novos rostos que gostem de escrevinhar, assim como é o meu caso.

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